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Irã sai de acordo nuclear; STF impõe derrotas ao governo na área social

Veja quais são as notícias de destaque nos jornais brasileiros

Por Wagner Diniz em 06/01/2020 às 09:44:13

Os principais jornais do país destacam as reações do Irã e do Iraque após os ataques norte-americanos dos últimos dias: a declaração iraniana de que o trabalho de enriquecimento de urânio não respeitará mais o acordo nuclear estabelecido em 2015; e o pedido do parlamento ao governo iraquiano para que se encerrem as atividades de tropas estrangeiras no país, especialmente as dos EUA.

As medidas dos dois países islâmicos respondem o ataque norte-americano que matou, na última quinta-feira (2), em Bagdá, o general iraniano Qassem Soleimani e o comandante iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, além de outras oito pessoas.

Em seu título principal, O Estado de S.Paulo informa que a decisão do parlamento iraquiano de expulsar os 5,2 mil militares americanos só depende da assinatura do premiê Adel Abdul Mahdi. Como a recomendação aos deputados partiu do próprio premiê, não deverá haver objeção à medida.

A resolução do parlamento iraquiano determina que o governo "acabe com qualquer presença estrangeira no solo iraquiano e impeça o uso do espaço aéreo, solo e água [do país] por qualquer razão".

A ocupação do Iraque ocorreu em 2003, quando os Estados Unidos, à época sob o comando do então presidente George W. Bush, alegaram que Sadam Hussein detinha armas de destruição em massa. Em 2011, já durante a gestão do presidente Barak Obama, os americanos se retiraram do país localizado no Oriente Médio. Posteriormente, contudo, após um acordo firmado para combater o estado islâmico, as tropas norte-americanas voltaram à região.

O Estadão lembra que o pacto nuclear firmado entre EUA, França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China sofre golpes desde 2018, quando o presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo. "Iraque exige saída de tropa dos EUA; Irã deixa acordo nuclear", sublinha a manchete do Estadão.

Em sua reportagem principal, a Folha de S.Paulo mostra que, ao deixar o acordo nuclear, o Irã não detalhou se pretende produzir armas ou mesmo se vai continuar a permitir a visita de observadores internacionais em suas instalações. O governo daquele país afirmou apenas que seguirá cooperando com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão responsável pela fiscalização em todos os países.

Segundo o matutino paulista, fontes governamentais de Teerã, capital do Irã, afirmaram que as novas medidas podem ser revistas caso o governo norte-americano retire as sanções que impôs ao país. O jornal lembra que os EUA e o Irã romperam suas relações diplomáticas em 1979, mas passaram por uma aproximação durante o governo de Barak Obama, entre 2009 e 2017.

A Folha informa ainda que a resolução do parlamento iraquiano, que exige a saída das tropas estrangeiras de seu território, foi aprovada durante uma sessão extraordinária, transmitida ao vivo pela televisão estatal e acompanhada pelo primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi. "Irã deixa acordo nuclear; Iraque pode expulsar EUA", diz a manchete da Folha.

ÁREA SOCIAL

Em um de seus destaques na primeira página, a Folha afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem barrado atos do governo Jair Bolsonaro sob o entendimento de que, na maioria dos casos, há desrespeito à atribuição do Congresso de legislar sobre alguns temas, especialmente na área social.

Segundo o matutino paulista, nomes da oposição e do meio jurídico veem na Suprema Corte um instrumento de contenção de alegados desmandos do atual governo.

Um exemplo recente, como lembra a Folha, foi a suspensão da medida provisória editada por Bolsonaro em novembro de 2019 para extinguir o seguro obrigatório DPVAT, que direciona recursos à saúde pública. A decisão, por 6 votos a 4, foi tomada pelo plenário virtual do STF no dia 19 de dezembro do ano passado.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Em seu texto principal, O Globo aponta que o setor da construção civil prevê um crescimento de 3% na área com potencial de criação de 150 mil novos postos de trabalho em 2020. Entre 2014 e 2018 o setor viu despencar em 30% o rendimento de suas atividades.

Para economistas e entidades, a retomada reflete uma expectativa de melhora na economia e nos investimentos, além de outros fatores, como a inflação sob controle e a redução dos juros para financiamento habitacional.

De acordo com o matutino carioca, entre janeiro e setembro de 2019, os lançamentos de imóveis no Rio de Janeiro cresceram a 30%. Em São Paulo, a alta foi de 22% no período. "Construção civil deve crescer 3% e criar 150 mil vagas este ano", afirma a manchete do Globo.

Fonte: G1

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