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12% dos smartphones nos EUA deverão ter 5G já em 2020

Novas redes permitem comunicação em alta velocidade e com baixa latência, essenciais para a automação e "internet das coisas"

Por Wagner Diniz em 06/01/2020 às 09:14:32

O número de conexões a redes 5G nos EUA deverá chegar a 20,2 milhões de dispositivos neste ano, ou pouco mais de 12% dos 165 milhões de smartphones em uso no país. A informação vem de uma pesquisa conduzida pela Consumer Technology Association (CTA), que organiza a CES, uma das mais importantes feiras de tecnologia do mundo, que acontece nesta semana em Las Vegas, EUA.

De acordo com Steve Koenig, vice-presidente de pesquisa da CTA, "O 5G está dando poder às coisas. Se a década passada foi a década da internet das coisas, esta década agora será a da inteligência das coisas", disse ele neste domingo (5) em uma coletiva de imprensa antes do início da feira.

Conexões 5G são vistas como essenciais para a próxima geração da "internet das coisas", já que possibilitam a comunicação em alta velocidade e, mais importante, baixa latência entre dispositivos como veículos autônomos, drones, robôs e servidores na nuvem.

2019 foi o ano dos primeiros passos nas redes 5G nos EUA. Embora todas as principais operadoras tenham redes em operação, a cobertura ainda é esporádica e o alcance é limitado. Em dezembro a T-Mobile foi a primeira operadora a anunciar uma rede em caráter "nacional" no país, cobrindo mais de 5.000 cidades e 200 milhões de pessoas.

No Brasil, as coisas caminham a passos mais lentos. Apesar de alguns testes em caráter experimental, o leilão das frequências de serão usadas na implantação de redes 5G, originalmente previsto para o primeiro semestre deste ano, poderá ocorrer apenas em 2021.

O Ministério da Economia estima que o 5G pode agregar R$ 249 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil até 2035, em decorrência do aumento da produtividade com a implementação de conexões mais velozes, que irão permitir desde a criação de carros autônomos até cirurgias feitas por médicos à distância.

Fonte: Estadão

Fonte: Olhar Digital

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